16.04.2012

Cãezinhos recomendados para crianças

Quando temos crianças em casa e pensamos na possibilidade de ter um cachorro o primeiro pensamento que vem ou deveria vir à cabeça é: qual a raça mais indicada para conviver com meus filhos, que raça é mais companheira, mais carinhosa e tem mais paciência (entre outros requisitos, claro). Se nossos pequenos são ainda bebês, a preocupação deve ser maior ainda.

Há uma infinidade de raças para todo tipo de convivência, portanto vale a pena fazer uma busca detalhada em sites e com profissionais especializados nesses animais. É diferente da situação em que já temos um pet em casa, quando precisaremos apenas trabalhar com adaptações, fazendo o possível para não abandonar o animalzinho – já falamos disso aqui!

O que vou colocar aqui são algumas das raças mais recomendadas, dentre as características que citamos no início, para conviver com crianças. Não vamos citar todas, pois são muitas, mas as principais.

Outra coisa bem importante de lembrar, antes de qualquer decisão, faça uma pesquisa incansável sobre cada raça que mais te agradou, não deixe de tirar todas as dúvidas com o veterinário, leve em conta o espaço, a disposição e a disponibilidade, além disso, também considere a idade dos seus filhos.

Uma das dicas que os profissionais procuram dar é que o comportamento de animais da mesma raça podem variar dependendo dos pais que o geraram, além de como esses filhotes foram tratados e são tratados depois de adotados pela família.

Então, as informações que colocamos aqui não são para serem seguidas ao pé da letra, ok! Servem como um reconhecimento inicial, para vocês irem se familiarizando com as características de cada um… E também pode acontecer de uma raça que não está listada nas recomendadas se apresentar dócil e companheiro ou vice-versa, exceções podem existir!

Mais uma coisinha: por mais confiável que seja a raça que você escolher como companhia para sua família, nenhuma criança deve ficar próxima de animais de estimação sem a supervisão de um adulto!

Vamos dar uma conferida, então?

01- São Bernardo - Fiel e devoto da família que o escolhe. Super companheiro e protetor de seu dono além de ótima companhia para crianças. É um cão muito bem humorado e brincalhão. Apesar do porte grande, não necessita tanto espaço e pequenas caminhadas já são suficientes para ele.

02- Beagle – Raça do famoso Snoopy das tirinhas de quadrinhos dos Peanuts, de porte médio, dócil, amigável e companheiro. Convive super bem em família.

03- Basset Hound - Apegado ao dono, dócil, carinhoso, bem disposto, tranquilo e muito companheiro.

04- Labrador Retrivier - É o mais popular entre as raças indicadas para crianças, apesar de seu porte grande. Cão confiável, relativamente fácil de treinar e companheiro para todas as horas. Só é preciso muito espaço e disposição para acompanhá-lo em exercícios diários.

05- Golden Retrivier - Alegre, muito ativo e bem disposto, ideal para crianças maiores. Necessita de espaço e exercícios regulares, assim como o Labrador.

06- PWD (Portuguese Water Dog) – Cão ativo, inteligente e muito obediente. Uma raça originalmente ajudante de pescadores, tem pelagem que resiste à água, ótimo nadador e companheiro.

07- Collie – Super protetor e guardião da família, ótima companhia para as crianças, ativo e bem disposto, além de ser um dos cães mais limpinhos por natureza!

08- Bulldog Inglês – O top dos tops para ter em casa, famoso por formar fortes laços com as crianças, gentil e protetor.

09- Cocker Spaniel - Inteligente, fiel ao dono, carinhoso, delicado e muito ativo. Fácil de treinar, companheiro e bem disposto, se adapta muito bem numa família e gosta de ficar dentro de casa.

10- Shih Tzu – Super companheiro de crianças e idosos, é dócil, carinhoso, ingênuo e bem disposto. Ideal para pequenos espaços e para dentro de casa, como o Cocker Spaniel.

11- Terrier Brasileiro – Ativo, brincalhão, esperto e valente para o seu tamanho. Ele é quem costuma adotar sua família e passa a ser um ótimo companheiro e guardião a partir daí. Vive bem em pequenos espaços, é muito paciente, portanto uma ótima companhia para crianças e idosos.

12- Yorkshire Terrier – Dócil, ativo e brincalhão, ideal para dentro de casa. Super inteligente, bastante recomendado para crianças e idosos. Gosta de colo e da companhia dos donos.

Agora, vocês podem compartilhar suas experiências e suas escolhas nos comentários… Contem pra gente como foi escolher o mascote da família, se já tinham ou escolheram depois da chegada dos filhos ou se ainda estão decidindo!

Contem tudinho, tá!!!

Fotos/ Via: Martha Stewart, Guia de Raças e Pequenos Cães

 

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Karen Melzer

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21.11.2011

Otite em cães e gatos

Há alguns meses atrás notei que a Belinha estava com um cheirinho estranho na região da cabeça mesmo depois de poucos dias após o banho na petshop, mas não dei muita atenção, pensando que poderia ter sido um banho meio “matado”, sabe? Aí, na segunda semana após ter notado, a veterinária me informou que ela estava com otite. Após o tratamento recomendado pelo veterinário (inclusive com uso de antibióticos), a Belinha ficou curada. Mas mesmo assim, fui pesquisar a respeito e achei interessante dividir com vocês, pois muitas vezes a doença pode passar despercebida pelos donos.

Vejam só como se dá esta doença, bastante comum entre cães a gatos, e saiba como evitá-la com as dicas do Dr. Marcelo Quinzani, publicada na  Pet Mag:

Sintomas: Vermelhidão da orelha, coceira persistente, odor desagradável, secreções amareladas ou marrons.

Muitas vezes vemos o animal com a cabeça pendente para um dos lados ou apresentando dor e desconforto no simples toque de mãos na orelha, o que também indica alguma alteração”, explica Dr. Marcelo Quinzani, diretor clínico do Hospital Veterinário Pet Care, de São Paulo.

Um dos problemas mais comuns que acometem a região é a otite, uma inflamação ou infecção do canal da orelha. Essa doença pode se desenvolver devido a diversos fatores que levam à proliferação do cerume, fungos e bactérias, causando diferentes tipos de otites.

Entre as causas mais comuns, Dr. Marcelo Quinzani cita as seguintes:

- Parasitas: carrapatos, sarna de orelha;

- Presença de corpos estranhos: grama, medicação ressecada, cerume, pelos mortos, água;

- Alergias: dermatite atópica, alergia alimentar;

- Ambientais: calor e umidade;

- Anatômicas: estenose de conduto ou orelhas abafadas;

- Doenças que alteram a renovação de pele: desordens de queratinização.

A otite é um problema sério e, se não for tratado corretamente, pode causar alterações irreversíveis no canal auditivo, como, por exemplo, estreitamento, a perfuração do tímpano e encefalite decorrente da presença de bactérias. “Se o canal auditivo fica muito estreito e não for possível fazer o tratamento correto, recomenda-se até uma cirurgia para retirada do mesmo”, afirma. “Nem sempre uma melhora geral, como a diminuição da secreção, odor e o animal não aparentar mais desconforto são sinais de que o problema está resolvido. Muitos donos suspendem a terapia precocemente, o que diminui as chances de cura”, alerta Quinzani.

Tratamento – para tratar uma otite é preciso primeiro identificar a causa primária por meio de uma anamnese, um exame clínico com otoscopia, exame citológico no microscópio e, se necessário, proceder a uma cultura e antibiograma. O tratamento pode ser feito por meio da utilização somente de soluções tópicas dentro do canal ou associação de solução tópica mais um antiinflamatório e antibiótico oral. O veterinário é quem irá indicar os produtos mais adequados para cada caso.

Como prevenir – para evitar que entre água no canal auditivo, é importante sempre colocar algodão nas orelhas dos pets durante o banho e secar as orelhas dos cães que entram em lagos ou piscinas. “Também é importante manter as orelhas ventiladas e tosadas, principalmente dos cães com orelhas pendentes, como é o caso das raças cocker spaniel, basset hound e setter irlandês, por exemplo”, comenta.

O mais importante é realizar visitas periódicas ao médico veterinário, nas quais é realizado um exame clínico adequado, que pode identificar o conduto auditivo e a possível presença de alterações na sua anatomia ou mesmo presença de cerume e parasitas.

Higienização correta – a limpeza das orelhas deve ser feita de acordo com a prescrição do veterinário, mas geralmente um ouvido em condições normais requer limpeza a cada dois e três meses, de acordo com a quantidade de cerume acumulado. “É importante que a higienização seja feita por um profissional que possui técnicas e equipamentos adequados”, alerta.

É possível fazer a limpeza doméstica, mas apenas com algodão seco e na parte externa da orelha. “Nunca se deve usar hastes flexíveis ou pinças com algodão e muito menos pingar produtos ou medicamentos sem orientação do médico veterinário”, orienta Quinzani.

 Por Karla Keunecke

♥♥♥

Fonte: PetMag

Foto: via Gr Zero

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Karen Melzer

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26.10.2011

Ingestão de água de piscina

É muito comum na primavera e no verão escutarmos relatos sobre cães que ingerem água da piscina. Este é um hábito que devemos evitar. Esta água contém níveis de cloro muito altos que podem levar a uma série de efeitos danosos ao cão. Abaixo listo alguns sinais que podem ser observados após ingestão:

* Queimadura na boca e garganta com inchaço do local e dificuldade de respirar;

* Lesões no estômago que geram vômitos muitas vezes com sangue vivo ou sangue digerido (vômito ‘borra de café’);

* Dores abdominais;

* Fraqueza e desmaios;

* Insuficiência hepática e cirrose em cães que ingerem água da piscina em pequenas quantidades por longo tempo.

Também verificamos que aqueles cães que permanecem na água por um longo período podem apresentar alterações de pele como descamação e dermatites. O ideal após o cão entrar na piscina é dar um banho completo (com shampoo ou sabão) para retirar todo o cloro. Além do cloro, a água da piscina também tem outros produtos químicos como algicidas e clarificantes, tornando-a totalmente imprópria para a ingestão. Caso o seu cão tenha este hábito, leve-o para um check-up com o veterinário.

Dra. Viviane Dubal – CRMV/RS 8844

Formada pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e proprietária da Clinica Veterinária Saúde Animal em Porto Alegre.

Contato: vivianesd@bol.com.br

Foto: via Bem Legaus

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Karen Melzer

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03.10.2011

Cistite canina

A cistite consiste na inflamação da bexiga, é uma vesicopatia muito vista na rotina clínica. Podemos ter várias razões para o seu surgimento:

* origem bacteriana: a contaminação bacteriana pode ocorrer pela migração de bactérias das fezes para a uretra e bexiga. Muito comuns em fêmeas após o cio e em machos e fêmeas que têm o habito durante a micção de contatar o chão ou outra superfície, assim propiciando a entrada de bactérias. Também temos algumas patologias renais que podem levar a cistite;

* origem medicamentosa: cães que estão em tratamento com quimioterápicos podem apresentar cistite tanto pela ação do quimioterápico no local quanto pela redução da imunidade;

* secundária a outras doenças: algumas patologias podem ser responsáveis pelo surgimento da infecção como vemos em casos de diabete mellitus que pode gerar um quadro chamado cistite enfisematosa;

* tumores e cálculos: a presença destes pode gerar lesões na parede mucosa da bexiga e propiciar o surgimento da cistite;

* origem fúngica: cães imunodeprimidos podem ser mais suscetíveis à contaminação por fungos e seu crescimento no interior da bexiga.

A cistite pode se apresentar de forma aguda com surgimento repentino ou forma crônica com quadros que se estendem por mais tempo. Os sinais clínicos observados incluem aumento da freqüência de micções, febre, odor desagradável da urina e prostração. Em casos de cistite hemorrágica ou tumores vesicais, a urina pode ser composta na sua maioria por sangue vivo ou coágulos. Em casos de cálculos vesicais a urina pode ter a presença de sangue e de pequenos cristais semelhante à areia.

O diagnóstico é realizado pelo exame clínico do cão, ultrassonografias abdominais e exames de urina e de sangue. Para a cistite bacteriana o tratamento é realizado com uso de antibióticos e exames de controle. Nos casos de cálculos vesicais se faz além da medicação, alterações na dieta com introdução de ração especial e, se necessário, cirurgia para retirada dos cálculos. Quando a cistite é gerada pela presença de tumores, indica-se procedimento cirúrgico e biópsia do material.

O prognóstico da cistite varia de acordo com o caso, mas em geral cistites bacterianas têm resolução simples e rápida, enquanto os tumores têm um prognóstico que varia de acordo com seu tipo e classificação.

A prevenção pode ser feita oferecendo ração de boa qualidade, de preferência sem muitos petiscos e evitando totalmente alimentos humanos. A higiene também é importante, principalmente em fêmeas no cio com limpeza do local e banhos regulares.

 Legenda da foto acima: Nos casos de cistite, ocorre um espessamento da parede da bexiga com inflamação e redução do interior, por isso os cães têm necessidade de urinar com maior freqüência e em pequena quantidade.

Fotos: reprodução

 

Dra. Viviane Dubal – CRMV/RS 8844

Formada pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e proprietária da Clinica Veterinária Saúde Animal em Porto Alegre. Contato: vivianesd@bol.com.br

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Karen Melzer

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19.09.2011

Coprofagia canina

É muito comum no consultório a reclamação de que o cão está comendo fezes, às vezes são suas próprias e as vezes, de outros animais. Há uma atração natural do cão por fezes de animais herbívoros (cavalos e bovinos), principalmente aqueles cães que estão com deficiências nutricionais. Consideram-se normais aquelas fêmeas que fazem a higiene de seus filhotes ingerindo fezes e urina dos mesmos. A coprofagia é considerada anormal quando o cão ingere seus próprios excrementos ou de outros cães.

Este comportamento inadequado ainda não foi completamente elucidado, no entanto existem algumas razões que exemplifico abaixo:

  • coprofagia em resposta à punição por sujeira em local inapropriado, assim o cão faz a remoção das evidencias e não é punido;
  • doença endócrina: hipertireoidismo, diabete mellito;
  • coprofagia induzida pela administração de drogas como glicocorticóides e fenobarbital;
  • doença que leve à assimilação de nutriente de forma insuficiente: enteropatia inflamatória ou parasitismo intestinal.

Verificamos alguns sinais clínicos nos pacientes coprofágicos:

  • Halitose (hálito com odor desagradável);
  • Sinais gastrointestinais: vômitos, diarréia, flatulência, eructação.

Sempre devemos fazer a diferenciação entre a coprofagia comportamental e a clínica. É possível diferenciá-las através do histórico do paciente, avaliação da dieta e do ambiente onde reside, manejo que os donos têm com o cão, exame físico completo e exames complementares. Quando for diagnosticada a coprofagia clínica, deve-se proceder ao tratamento da patologia pré-existente a fim de resolver a ingestão fecal.

Quando o problema for comportamental exclusivamente podemos:

  • Proceder à limpeza dos excrementos logo que o animal defecar;
  • Passear com o cão a fim de que defeque na rua, caso venha a querer mesmo assim ingerir as fezes, utilizar focinheira para retirar o hábito;
  • Oferecer um petisco logo após defecar, assim aguardará sempre a recompensa não associando mais o momento com a ingestão fecal;
  • Uso de medicações específicas a fim de tornar as fezes desagradáveis à ingestão.

Também verificamos inúmeros relatos de proprietários que utilizam abóbora na dieta, assim conseguiram que seus cães encerrassem esse hábito desagradável, mas não temos comprovação científica a respeito desse uso.

Dra. Viviane Dubal – CRMV/RS 8844

Formada pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e proprietária da Clinica Veterinária Saúde Animal em Porto Alegre. Contato: vivianesd@bol.com.br

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Karen Melzer

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