Primeiro Bebê
Amniocentese: fazer ou não fazer?
Que ficar grávida é maravilhoso todo mundo sabe, mas quea gravidez vem acompanhada de alguns “grilhos” a gente só sabe na prática, não é mesmo? Desde o segundinho que a gente descobre que está esperando um bebê começam as preocupações… um mínimo sangramentinho já é motivo de desespero, né? Acho que o medo acompanha todas nós, pois não tem nada mais importante na vida do que o nosso filho, mesmo que ele ainda seja só uma sementinha.
Bom… hoje resolvi escrever este post porque uma das coisas que mais me encucou na minha gravidez foi decidir se iria ou não fazer a Amniocentese – um exame invasivo no qual uma amostra do líquido amniótico é retirada de dentro do útero e examinada em laboratório, para determinar se o bebê possui algum problema de saúde. Um assunto super polêmico de opiniões diversas, mas que a decisão é única e exclusiva do casal. Muita gente nem conhece este exame, pois ele não é de rotina durante o pré-natal. Abaixo alguns pontos importantes sobre o exame via Baby Center.
O que é a amniocentese?
A amniocentese é um exame invasivo no qual uma amostra do líquido amniótico é retirada de dentro do útero e examinada em laboratório, para determinar se o bebê possui algum problema de saúde. Trata-se de um exame diagnóstico, o que significa que é capaz de dizer praticamente com certeza se o bebê tem ou não determinado problema. A amniocentese é um dos grandes avanços no acompanhamento da gravidez. Além de diagnosticar síndromes cromossômicas (como a síndrome de Down), também revela o sexo do bebê e a maturidade dos pulmões dele.
Que tipo de problema a amniocentese detecta?
O exame é capaz de identificar centenas de síndromes:
• Problemas cromossômicos como a síndrome de Down e a trissomia do cromossomo 18.
• Defeitos congênitos no tubo neural como espinha bífida e anencefalia (que também são detectáveis mais tarde pelo ultra-som).
A amniocentese também revela se há incompatibilidade do fator Rh entre a mãe e o bebê (se o bebê for Rh positivo e a mãe Rh negativo), e, mais no final da gravidez, se os pulmões do bebê já estão maduros, caso os médicos estejam pensando em antecipar o parto. O exame, no entanto, não diagnostica todos os tipos de anormalidades. Um dos exemplos é que só pela amniocentese não dá para saber se a criança tem lábio leporino ou fenda palatina. Esses problemas podem ser diagnosticados por uma ultra-sonografia detalhada.
Tenho de fazer a amniocentese?
Esse exame não é realizado de rotina numa gravidez normal. A indicação para o exame é o fato de a mãe apresentar um risco maior de ter um bebê com síndrome de Down, como ter mais de 35 anos de idade ou casos de anormalidades congênitas ou genéticas na família, tanto da mãe quanto do pai. Também pode haver indicação para a amniocentese se o médico tiver detectado alguma alteração no exame de translucência nucal, realizado por ultra-som entre a 11a e a 13a semana de gravidez. Normalmente, o exame é feito a pedido dos pais, e não por indicação médica.
Em caso de problemas menos graves, o conhecimento prévio dos defeitos congênitos do bebê facilita o atendimento à criança logo depois do nascimento (preparação de UTI neonatal, presença de especialistas etc.), além de preparar a família para o que está por vir. A amniocentese também pode ser usada para determinar a paternidade da criança pelo exame de DNA antes do nascimento, embora seja incomum ela ser realizada apenas por esse motivo.
Quando o exame costuma ser realizado?
A amniocentese é mais comumente feita entre a 15a e a 18a semana de gravidez. Ela pode, porém, ser realizada já na 12a semana. A realização do exame antes da 14a semana demonstrou representar um risco maior de abortamento. No segundo trimestre, já há líquido amniótico suficiente dentro do útero para que os especialistas possam retirar uma amostra adequada sem colocar o bebê em risco muito alto. Se por algum motivo o bebê tiver de nascer prematuro, o obstetra pode sugerir a realização da amniocentese para verificar se os pulmões dele já estão amadurecidos.
Como a amniocentese é feita?
A mulher permanece deitada, enquanto o médico, usando imagens de ultra-som para se orientar, identifica um bolsão de líquido amniótico a uma boa distância da placenta e do bebê. Em seguida ele insere uma agulha comprida na barriga da mãe para retirar o líquido. Você pode conversar com o médico antes para ver se ele prefere usar uma anestesia local, mas muitos especialistas acreditam que ela não é necessária. Através da agulha, o especialista retira uma pequena quantidade de líquido amniótico — cerca de duas colheres de sopa. O líquido contém células do bebê, substâncias e microorganismos que podem esclarecer muitas dúvidas sobre a saúde da criança.
O processo de localizar o melhor lugar para o exame, com a ajuda do ultra-som, pode levar até 20 minutos. A punção do líquido em si demora apenas cinco minutos. Depois que a agulha é retirada, a mulher pode sentir cólica. O médico vai monitorá-la para ver se o útero está contraindo, e ouvir o coração do bebê para garantir que ele não tenha sofrido nenhum estresse por causa do exame.
A amniocentese dói?
A maioria das mulheres acha que a picada da agulha dói, mas às vezes elas podem sentir mais um desconforto que dor propriamente dita. Depende da sensibilidade da pessoa. O uso de anestesia local pode amenizar um pouco a dor, mas acrescenta mais uma picada. Se você for fazer o exame, tente se concentrar na imagem do seu bebê no ultra-som, para ficar mais calma. Depois do procedimento a mulher pode sentir cólicas, que normalmente são leves, mas para algumas são mais doloridas. O médico deve recomendar repouso depois do exame, por pelo menos 24 horas, e prescrever medicamentos para a dor, se necessário.
O exame traz riscos para o bebê?
Embora a amniocentese seja considerada um exame seguro, trata-se de um procedimento invasivo, que sempre tem riscos. Cerca de uma em cada 200 mulheres acaba sofrendo uma infecção ou algum outro tipo de complicação em consequência da amniocentese, que levam à perda do bebê. Outras mulheres têm um pequeno sangramento vaginal ou perdem um pouco de líquido amniótico.
No meu caso a dúvida sobre fazer ou não o exame era puramente minha e do meu marido, não tinha indicações médicas. Depois de pensar e repensar se faria ou não o exame, optamos por NÃO fazer.
Mas a grande questão é: o que você vai fazer com o resultado? Acho que esta resposta deve estar clara para o casal, caso contrário porque colocar em risco a gestação se não houver uma indicação médica?
Participe da nossa enquete abaixo:
Fonte: Baby Center – se você quiser ler mais, clique aqui.
Post escrito por:
Karen Melzer
{Gravidez} Dor nas Mãos
A gravidez é um sonho!! A vida inteira sonhamos em engravidar, dar vida a um bebezinho, mas, infelizmente, para muitas mulheres a gravidez vem acompanhada de alguns sintomas desagradáveis, principalmente no último trimestre. Este post é para contar um pouquinho de um dos sintomas que estou sentindo: dor nas mãos. Então se você também está sentindo, ou se vier a sentir, não se apavore… apesar de muito chato, é normal!
A dor e dormência nas mãos é causada por uma síndrome chamada síndrome do túnel do carpo. De acordo com o site Baby Center, os sintomas podem incluir dormência nas mãos, formigamento, queimação ou dor nos dedos, mãos, punho, braço e até no ombro. No meu caso a pior hora é a hora de dormir, quando a mão fica parada em posição horizontal. Tenho tido noites mal dormidas porque acordo tendo que sacudir e levantar as mãos para cima… bem chato…
Mas, ao contrário do que parece, trata-se de um problema nos nervos, e não de circulação. O “carpo” é a estrutura óssea do punho, entre o antebraço e a mão. O túnel do carpo é um canal que tem três lados formados por osso e um por um ligamento. Por dentro desse canal, passa um nervo importante, o nervo mediano. O que acontece é que o inchaço e a retenção de líquidos que são comuns na gravidez podem fazer com que aumente a pressão dentro desse espaço estreito e pouco flexível, no túnel, comprimindo o nervo mediano
E não é só comigo que os sintomas pioram à noite, na maioria dos casos é assim mesmo. Então para aliviar a dor, sempre que sentir as fisgadas, mude de posição na cama. Também é importante tentar não dormir em cima das mãos. Algumas estratégias que podem diminuir as sensações é sacudir as mãos ou ainda colocar as mãos para o alto. Eu tenho colocado meu braço apoiado num travesseiro.
Durante o dia tente exercitar os dedos e as mãos, flexionando sempre que lembrar, ou ainda manter os braços elevados quando assiste TV, por exemplo. Evite movimentos repetitivos como digitar e fazer trabalhos manuais, que podem agravar os sintomas.
Na alimentação é importante controlar a quantidade de sal, a fim de tentar diminuir a retenção de líquido. Beber bastante líquido também ajuda a evitar o inchaço e, consequentemente, a dor. Outra dica, é fazer compressas de gelo ou mergulhar a mão na água gelada. Procure manter os pulsos bem retos na hora da dor (uma tala de imobilização temporária pode ajudar, especialmente durante a noite).
Apesar desta dor ser muito chata ela não é preocupante, mas é sempre importante informar o seu médico sobre os sintomas que você está tendo. E mais importante ainda: não tome nenhum analgésico sem conversar com ele antes!
A boa notícia!
Estes sintomas tendem a desaparer um pouco depois que o bebê nasce, junto com o inchaço. O sumiço da dor, no entanto, não é imediato, pois leva alguns dias até o inchaço todo ir embora.
E não deixe de contar para gente se você já passou ou está passando por isto!! Participe da enquete abaixo:
*Quer ler mais sobre este assunto? Clique aqui.
Por Karen Melzer
♥♥♥
Foto: Ask amum
Informações via Baby Center
Post escrito por:
Karen Melzer
{Gravidez} Hidroginástica para Gestantes
Gurias, gostaria de compartilhar um pouquinho do meu momento com vocês… estou com 29 semanas de gestação e desde que cheguei de volta ao Brasil (1 mês atrás) não parei! Estou com a minha casa em reforma e mais mil e uma coisas para resolver. O cansaço bate e o inchaço também!!! Comecei a sentir muuuita dor nas pernas e não estava mais conseguindo caminhar na esteira pelo desconforto embaixo da barriga.
Foi então que resolvi começar a fazer hidroginástica para gestantes. Todo mundo que conversei super recomendou e disse que eu ia adorar. Verdade, estou amando! Me sinto muito bem durante as aulas e minhas dores melhoram significativamente.
Os benefícios são muitos tanto para as gestantes quanto para o bebê. No Guia do Bebê encontrei as seguintes informações:
“Os exercícios incluirão a parte de alongamento, aeróbica, que trabalhará todos os músculos do corpo, dando assim um maior condicionamento físico para a gestante, assim como o fortalecimento de músculos específicos, como os abdominais. Serão feitos também exercícios para dar um melhor equilíbrio à gestante, já que o peso está em demasia na parte frontal.
No trabalho emocional, são dados exercícios respiratórios que visam melhorar a parte circulatória, deixando a gestante mais relaxada, menos ansiosa, ajudando-a a melhorar a auto-estima e o auto-controle. O contato com a água é ao mesmo tempo estimulante e relaxante. A gestante que pratica a hidroginástica tem um sono mais profundo durante a noite. Com tudo isso, o bebê estará sendo favorecido e apresentará um desenvolvimento sadio dentro do útero.
Em geral, as gestantes estão liberadas para a hidroginástica após o terceiro mês de gestação, mas é importante ressaltar, que para iniciar essa modalidade, é preciso de uma autorização do obstetra, o que toda academia ou profissional da área deve exigir. A gestante poderá praticar a hidroginástica durante toda a sua gestação, salvo se a recomendação médica a impedir, como é o caso de gravidez de risco. Poderá também, após o resguardo, voltar a praticá-la, iniciando de modo suave e aumentando gradativamente os exercícios, para que volte rapidamente ao peso e forma que tinha antes da gravidez.” (fonte: Guia do Bebê)
Aqui em Porto Alegre eu super recomendo a Acqualità! Há aulas desenvolvidas exclusivamente para gestantes, onde temas sobre gravidez são abordados, tirando várias dúvidas que as futuras mamães têm; além disso, os exercícios durante a aula misturam trabalho cardiovascular, exercícios localizados e de alongamentos, e trabalho perineal e respiratório. Tudo isto acompanhado de um controle de intensidade durante a aula, através de registro de freqüência cardíaca e pressão arterial com envio periódico de relatórios para o obstetra.
E vocês gravidinhas que tipo de exercício físico fizeram ou estão fazendo durante a gestação? Contem para a gente!!!
Por Karen Melzer
♥♥♥
Foto: Becoming Mothers
Post escrito por:
Karen Melzer















