Primeiro Bebê
Ensinando seu filho a dormir
Sério, estou impressionada com as dicas da “A Encantadora de Bebês“. Pode parecer besta, mas este livro mudou a minha vida, e a do meu filho também. Eu postei já no Instagram a capa do livro com este comentário e foi o maior bafafa… leitoras dando suas opiniões e dizendo que cada bebê é um, etc e tal. Concordo totalmente, cada bebê é único, mas vou dar o meu depoimento aqui.
Comprei o livro durante minha gravidez e comecei a ler. Parei. Não consegui aplicar as técnicas do E.A.S.Y (comer, atividade, dormir, você) no Rafael, achava impossível colocar um recém-nascido numa rotina assim, não funcionava pra mim. A tal Refeição dos Sonhos nunca adiantou… Meses foram se passando e nada do Rafael dormir direito. Até que ele completou 8 meses dia 1/4, e eu decidi que estava na hora de agir! Peguei o livro e li todos os capítulos que me interessavam.
A situação era a seguinte:
Rafael, 8 meses, conseguindo ficar sem mamar, aproximadamente, 6 horas durante a noite, mas acordando de 1 em 1 hora e praticamente dormindo apenas no colo. Ficava no colo cerca de 40 minutos, quando ia para o berço acordava. E assim era a noite inteira. As sonecas durante o dia não existiam… as vezes 30 minutos, as vezes 20. E o menino passava bocejando. Um dia tomava banho e depois jantava, outros jantava e depois tomava banho. Rotina ZERO. Culpa de quem: da mãe, é claro! Ou seja: MINHA!
Então na noite do dia 31/03/2012 resolvi agir!
Li com todo atenção do mundo o capítulo sobre a técnica PU/PD (pegar e colocar no berço) e comecei a empregá-la naquela noite. O Rafael saiu do banho, dei mama e o coloquei para dormir – direto no berço. Nunca tinha feito isto antes e, é claro, ele chorou. A técnica consiste em não deixar o bebê chorar, mas assim que ele pára a gente deve colocá-lo imediatamente no berço (conheça o choro do seu bebê; conheça o choro mantra – vou fazer um post). E assim eu fiz – demorei 50 minutos (intermináveis) para conseguir fazer o Rafael dormir, peguei ele mais de 15 vezes. Durante este tempo falava com ele, explicava o que estava acontecendo: “a mamãe está aqui para ajudar o Rafa a dormir, eu sei que você está cansado e não consegue pegar no sono, isto é chato mesmo…”. Segue relatório da primeira noite:
- 19:30 – 20:18: PU/PD (50 minutos)
- 21:50: despertou, mas adormeceu em 5 minutos sem eu pegar no colo
- 00:15 – 00:30: ficou no berço
- 0:30 – mamou porque durante o dia não apliquei a rotina certinha. Arrotou e coloquei no berço
- 00:55 – dormiu
- 4:05 – 4:35: acordou xixi, troquei a fralda. PU/PD 5x (30 minutos)
- 4:41 – 4:47 PU/PD (6 minutos)
- 6:35 acordou
.
No dia seguinte, apliquei a mesma técnica para as sonecas, e o Rafael conseguiu descansar direitinho durante o dia. Na segunda noite já foi bem mais fácil o moço pegar no sono, apenas minutos. Segue relatório da noite 2:
- 19:00 – banho
- 19:10 – mama
- 19:30 – coloquei no berço e dormiu
- 22:55 – despertou, coloquei a chupeta sem tirar do berço
- 23:20 – despertou, coloquei a chupeta sem tirar do berço
- 00:45 – 1:50: PU/PD (55 minutos)
- 5:49 – 6:01: só coloquei a mão nele e voltou a dormir
- 6:43 – 6:46: só coloquei a mão nele e voltou a dormir
- 7:01 – bico
- 7:16 – acordou
.
Como vocês podem ver através dos relatórios, criei um diário no qual anoto tudo que acontece durante o dia. Hora das sonecas, refeições, quanto tempo demorou para pegar no sono, etc. É fundamental fazer estas anotações, principalmente para vermos o progresso. Fiquei impressionada com a capacidade de aprender rápido que as crianças têm e de como é importante e necessário a rotina na vida desses pitocos.
Já faz quase um mês que o Rafael entrou neste ritmo, e agora ele acorda à noite no máximo uma vez porque caiu a chupeta ou porque passou xixi da fralda. Ele mama as 19:00 ou 19:30 após o banho e depois só as 6:00. Durante o dia tira duas sonecas de no mínimo 1 hora. Depois do banho está exausto e não gosta mais de se acomodar no colo para dormir, enquanto seguro ele para arrotar, depois de ter mamado, explico que já vou colocá-lo na caminha, que só estou esperando o arroto, mas que sei que ele quer ir se acomodar na cama que é muito gostosa. Percebo que meu filho está mais seguro e independente, fica numa boa no pula pula, sem precisar ficar no colo o tempo inteiro. Tenho certeza que o fato dele ter aprendido a dormir sozinho ajudou para que ele se sentisse assim!
Segue relatório da última noite:
- 19:30 – banho
- 19:40 – mama
- 19:50 – 20:05: dormiu no berço (vai se ajeitando e dorme sozinho)
- 23:00 – troquei a fralda com ele dormindo, pois toda noite tem passado xixi para roupa
- 3:00 – 3:15: despertou, mas dormiu sozinho no berço
- 6:00 – acordou
Fica aqui o meu depoimento para as mães desesperadas e exaustas que não enchergam luz no fim do túnel. Esta luz existe, viu? Só precisa de perseverança e paciência. O resultado é surpreendente!
obs.: O meu livro é o da capa rosa, valeu muito a pena comprar!!! Quer comprar? Clique aqui.
Fotos: reprodução
Post escrito por:
Karen Melzer
Amniocentese: fazer ou não fazer?
Que ficar grávida é maravilhoso todo mundo sabe, mas quea gravidez vem acompanhada de alguns “grilhos” a gente só sabe na prática, não é mesmo? Desde o segundinho que a gente descobre que está esperando um bebê começam as preocupações… um mínimo sangramentinho já é motivo de desespero, né? Acho que o medo acompanha todas nós, pois não tem nada mais importante na vida do que o nosso filho, mesmo que ele ainda seja só uma sementinha.
Bom… hoje resolvi escrever este post porque uma das coisas que mais me encucou na minha gravidez foi decidir se iria ou não fazer a Amniocentese – um exame invasivo no qual uma amostra do líquido amniótico é retirada de dentro do útero e examinada em laboratório, para determinar se o bebê possui algum problema de saúde. Um assunto super polêmico de opiniões diversas, mas que a decisão é única e exclusiva do casal. Muita gente nem conhece este exame, pois ele não é de rotina durante o pré-natal. Abaixo alguns pontos importantes sobre o exame via Baby Center.
O que é a amniocentese?
A amniocentese é um exame invasivo no qual uma amostra do líquido amniótico é retirada de dentro do útero e examinada em laboratório, para determinar se o bebê possui algum problema de saúde. Trata-se de um exame diagnóstico, o que significa que é capaz de dizer praticamente com certeza se o bebê tem ou não determinado problema. A amniocentese é um dos grandes avanços no acompanhamento da gravidez. Além de diagnosticar síndromes cromossômicas (como a síndrome de Down), também revela o sexo do bebê e a maturidade dos pulmões dele.
Que tipo de problema a amniocentese detecta?
O exame é capaz de identificar centenas de síndromes:
• Problemas cromossômicos como a síndrome de Down e a trissomia do cromossomo 18.
• Defeitos congênitos no tubo neural como espinha bífida e anencefalia (que também são detectáveis mais tarde pelo ultra-som).
A amniocentese também revela se há incompatibilidade do fator Rh entre a mãe e o bebê (se o bebê for Rh positivo e a mãe Rh negativo), e, mais no final da gravidez, se os pulmões do bebê já estão maduros, caso os médicos estejam pensando em antecipar o parto. O exame, no entanto, não diagnostica todos os tipos de anormalidades. Um dos exemplos é que só pela amniocentese não dá para saber se a criança tem lábio leporino ou fenda palatina. Esses problemas podem ser diagnosticados por uma ultra-sonografia detalhada.
Tenho de fazer a amniocentese?
Esse exame não é realizado de rotina numa gravidez normal. A indicação para o exame é o fato de a mãe apresentar um risco maior de ter um bebê com síndrome de Down, como ter mais de 35 anos de idade ou casos de anormalidades congênitas ou genéticas na família, tanto da mãe quanto do pai. Também pode haver indicação para a amniocentese se o médico tiver detectado alguma alteração no exame de translucência nucal, realizado por ultra-som entre a 11a e a 13a semana de gravidez. Normalmente, o exame é feito a pedido dos pais, e não por indicação médica.
Em caso de problemas menos graves, o conhecimento prévio dos defeitos congênitos do bebê facilita o atendimento à criança logo depois do nascimento (preparação de UTI neonatal, presença de especialistas etc.), além de preparar a família para o que está por vir. A amniocentese também pode ser usada para determinar a paternidade da criança pelo exame de DNA antes do nascimento, embora seja incomum ela ser realizada apenas por esse motivo.
Quando o exame costuma ser realizado?
A amniocentese é mais comumente feita entre a 15a e a 18a semana de gravidez. Ela pode, porém, ser realizada já na 12a semana. A realização do exame antes da 14a semana demonstrou representar um risco maior de abortamento. No segundo trimestre, já há líquido amniótico suficiente dentro do útero para que os especialistas possam retirar uma amostra adequada sem colocar o bebê em risco muito alto. Se por algum motivo o bebê tiver de nascer prematuro, o obstetra pode sugerir a realização da amniocentese para verificar se os pulmões dele já estão amadurecidos.
Como a amniocentese é feita?
A mulher permanece deitada, enquanto o médico, usando imagens de ultra-som para se orientar, identifica um bolsão de líquido amniótico a uma boa distância da placenta e do bebê. Em seguida ele insere uma agulha comprida na barriga da mãe para retirar o líquido. Você pode conversar com o médico antes para ver se ele prefere usar uma anestesia local, mas muitos especialistas acreditam que ela não é necessária. Através da agulha, o especialista retira uma pequena quantidade de líquido amniótico — cerca de duas colheres de sopa. O líquido contém células do bebê, substâncias e microorganismos que podem esclarecer muitas dúvidas sobre a saúde da criança.
O processo de localizar o melhor lugar para o exame, com a ajuda do ultra-som, pode levar até 20 minutos. A punção do líquido em si demora apenas cinco minutos. Depois que a agulha é retirada, a mulher pode sentir cólica. O médico vai monitorá-la para ver se o útero está contraindo, e ouvir o coração do bebê para garantir que ele não tenha sofrido nenhum estresse por causa do exame.
A amniocentese dói?
A maioria das mulheres acha que a picada da agulha dói, mas às vezes elas podem sentir mais um desconforto que dor propriamente dita. Depende da sensibilidade da pessoa. O uso de anestesia local pode amenizar um pouco a dor, mas acrescenta mais uma picada. Se você for fazer o exame, tente se concentrar na imagem do seu bebê no ultra-som, para ficar mais calma. Depois do procedimento a mulher pode sentir cólicas, que normalmente são leves, mas para algumas são mais doloridas. O médico deve recomendar repouso depois do exame, por pelo menos 24 horas, e prescrever medicamentos para a dor, se necessário.
O exame traz riscos para o bebê?
Embora a amniocentese seja considerada um exame seguro, trata-se de um procedimento invasivo, que sempre tem riscos. Cerca de uma em cada 200 mulheres acaba sofrendo uma infecção ou algum outro tipo de complicação em consequência da amniocentese, que levam à perda do bebê. Outras mulheres têm um pequeno sangramento vaginal ou perdem um pouco de líquido amniótico.
No meu caso a dúvida sobre fazer ou não o exame era puramente minha e do meu marido, não tinha indicações médicas. Depois de pensar e repensar se faria ou não o exame, optamos por NÃO fazer.
Mas a grande questão é: o que você vai fazer com o resultado? Acho que esta resposta deve estar clara para o casal, caso contrário porque colocar em risco a gestação se não houver uma indicação médica?
Participe da nossa enquete abaixo:
Fonte: Baby Center – se você quiser ler mais, clique aqui.
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Karen Melzer
Lembrancinhas Fofas
Um dos tópicos mais procurados aqui no blog é sobre lembrancinhas para chá de bebê. Vou admitir que estamos devendo mais opções por aqui, mas hoje aproveito para mostrar algumas super fofas que achei navegando na net. São ideias bem artesanais! Garanto que quem tiver habilidade e paciência vai conseguir reproduzir. Apenas a última vai depender de encontrar a tampinha da mamadeira. Eu adorei todas e vocês?
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Fotos: reprodução
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Karen Melzer
A escolha da babá
Gente! Não tem coisa mais difícil do que conseguir uma boa babá, principalmente porquê, para cuidar dos nossos filhos, somos muito mais que exigentes, não é mesmo?
Meu filhote já está com 6 meses e, graças à Deus, está em ótimas mãos. A babá do Rafa já tinha cuidado do meu sobrinho, por isso não passei por este dilema. Mas eu sei muito bem que este é um assunto polêmico, por isso merece ser abordado, né? Foi então que dei de cara com este super post no blog Ask Mi, da Marina Xandó, fofa e mãe da Maria Victoria (1 ano e 6 meses).
Lá ela deu dicas de quem já passou por isto, e eu complementei com alguns pontos que também acho importantes. Confere!
O primeiro passo é entrar em contato com uma agência especializada em babás ou falar com o maior número de amigos para receber uma indicação. Depois disso, marque a entrevista.
Na entrevista:
1. A aparência é o cartão de visita. Além disso, cheque se ela trouxe os documentos necessários como RG, currículo, comprovante de residência, telefones de lugares que ela já trabalhou;
2. Comece falando do seu filho, da rotina dele, etc.. Se você estiver grávida, fale um poquinho sobre o bebê (quantos meses de gestação, o sexo, quando vai nascer). Aqui, a ideia é verificar se há um interesse por parte da babá, principalmente se a criança já estiver nascido. Mesmo que a babá seja tímida, ela pode mostrar através da postura, gestos, se está interessada na criança. A Marina acha super importante, e eu também!!
3. Depois, passe para as questões mais práticas, como:
* Há quanto tempo ela trabalha como babá;
* Quais lugares que ela já trabalhou e qual era a idade das crianças que cuidou. Perceba aqui se ela fala com carinho sobre as crianças que ela cuidou. E quanto tempo ela ficou em cada emprego;
* Pergunte como era a rotina nas 2 últimas casas que ela trabalhou, as brincadeiras que ela fazia, a alimentação, viagens, etc;
* Questione se ela ainda tem contato com as crianças que cuidou;
* Porque saiu dos antigos trabalhos – Fundamental saber o porquê!;
* Se ela tem costume de viajar com a família;
* Se ela fuma ou bebe;
* Se possui ou se já teve algum problema de saúde;
* Como está o seu estado de saúde atual;
4. Depois de tirar todas suas dúvidas, traga os pontos que são pré-requisitos para trabalhar com você. Deixe claro que ela deve estar de acordo, se não nem se enquadra na vaga:
* Celular deve ser usado somente em em situações especiais (se um parente dela estiver doente, se ela estiver esperando uma ligação importante, etc). caso contrário, não usar enquanto estiver trabalhando;
* Informe como devem ser as roupas durante o horário do trabalho (se vai usar uniforme ou não). Se preferir, comunique que quer o cabelo sempre preso e que ela não use perfume.
* Deixe claro como funcionarão as folgas (semanais, um final de semana sim outro não, etc);
* Combine se o emprego é para morar ou passar dia. Se for para morar no emprego, enfatize que cuidar de um bebê é puxado e é preciso paciência e dedicação;
* Esclareça como serão os feriados;
* Deixe claro que atrasos e faltas só serão admitidos em situações urgentes e sérias. E que imprevistos devem ser comunicados o mais rápido possível;
* Pergunte um pouco sobre sua vida pessoal, com perguntas básicas como: se ela é casada, se tem filhos, se tem namorado, onde mora;
* Combine o salário previamente.
Se a criança já nasceu: No meio da entrevista, traga a criança para que a babá conheça. Neste momento analise seus gestos e comportamento. Mesmo que ela esteja tímida ou esteja com vergonha, você poderá perceber um pouco do seu jeito ou personalidade, fique atenta!
5. No final da entrevista, se você gostou da babá, o próximo passo é ligar para os lugares que ela trabalhou e pedir referências. Nestas ligações pergunte detalhes, como a rotina na casa, onde as crianças estudam, se a babá costumava viajar com a família. Também não esqueça de tirar a certidão de antecedentes criminais. Coloque no google: “antecedentes criminais de …” (estado em que foi emitido o RG da babá) e insira os dados do RG dela.
Importante: lembre-se, na entrevista, de tirar um xerox do RG da babá (frente e verso) caso ela não tenha levado uma cópia. Isso será importante para você pegar a certidão negativa de antecedentes criminais na internet.
Fotos: reprodução
Post escrito por:
Karen Melzer














